In Edit Brasil – 2016

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Em sua 8ª edição, o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que acontece de 07 a 18 de setembro, em São Paulo, faz uma homenagem ao premiado diretor britânico Tony Palmer e celebra a diversidade musical através dos 57 títulos selecionados especialmente para esta edição.

Os filmes e atividades paralelas do festival – que ganhou em 2015 o Prêmio APCA de melhor Projeto Especial em Música Popular e Prêmio Guia da Folha | Folha de S.Paulo como Melhor mostra de Cinema pelo Voto Popular – acontecem no Cinesesc, Spcine Olido, Spcine Lima Barreto (CCSP), Cinemateca Brasileira, Cine Matilha e em 6 CEUs do Circuito Spcine.

O evento abre no dia 07 de setembro numa cerimônia para convidados, e também para o público, com a première nacional do longa Eat That Question – Frank Zappa in His Own Words, de Thorsten Schütte. O filme, queretrata intimamente o músico Frank Zappa – considerado um dos maiores gênios da musica de todos os tempos – será exibido às 20h30, no CineSesc. (Retirada de ingresso 1 hora antes, sujeito à lotação da sala).

Já o grande homenageado e convidado nesta edição é o premiado diretor britânico Tony Palmer. Um dos diretores mais aclamados e considerado um dos pilares do documentário musical da BBC, Palmer é também uma testemunha ocular de diversas fases musicais que registrou. O festival apresenta 8 títulos selecionados em parceria com o diretor, de artistas como Beatles, Maria Callas, Leonard Cohen e Cream. Presença confirmada no festival, o diretor vem ao Brasil para apresentar seus filmes e participar de uma MasterClass no dia 16/09, sexta, às 18h30 no Cine Matilha, com entrada gratuita.

Os quatro cantos do Brasil estão bem representados no PANORAMA NACIONAL, que exibe um total de 27 títulos, entre longas e curtas metragens.

Na Competição Nacional, um total de 5 títulos inéditos no circuito comercial. O vencedor desta edição – que será definido por um júri de profissionais do cinema e da música – entrará no circuito In-Edit de festivais.

Na disputa, o inédito Waiting for B., de Paulo César Toledo e Abigail Spindel, que mostra a saga dos fãs brasileiros da cantora Beyoncé; Xingu Cariri Caruaru Carioca, de Beth Formaggini, que viajou com u músico Carlos Malta pelo Brasil; Danado de bom, de Deby Brennand, sobre João da Silva – parceiro de Luiz Gonzaga em diversos sucessos; Pedro Osmar, prá liberdade que se conquista, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques, sobre o multiartista paraibano Pedro Osmar; e BRASIL HEAVY METAL: um filme, um sonho, uma declaração de amor ao metal brasileiro, de Ricardo Michaelis, que faz uma bela homenagem ao heavy metal brasileiro.

Já na Mostra Brasil, uma seleção com 8 títulos contemporâneos de grande força expressiva, como Rogério Duarte, o Tropikaoslista, de José Walter Lima, que conta a vida de uma das figuras mais importantes da Tropicália, morto em 2016, e intelectual influente da contracultura da década de 1960; Guerrilha – A Trajetória da Dorsal Atlântica, de Frederico Neto e Alexander Aguiar, que retrata um dos nomes mais poderosos do heavy metal brasileiro; Time Will Burn, de Marko Panayotis e Otávio Sousa, que reúne bandas do underground brasileiro dos anos 90; Coragem, de Sebastião Braga, sobre o músico Felipe De Luna; Além dos palcos e mais além, de Gabriel Rosa, sobre o coletivo multimídia ViajarteMarrabenta, os sons de Moçambique, de Victor Lopes, que conta a história do marrabenta, o ritmo mais emblemático do país; Violeiro de Samba de Charles Exdell, a música e cultura do Recôncavo Baiano; Violão-Canção: Uma Alma Brasileira, direção do músico Chico Saraiva, que encontra sete mestres do violão para compartilhar suas experiências.

Outros 7 títulos nacionais em lançamento estão na mostra Brasil.doc. São eles: Balanço do rock: a mais tribal de todas as festas, de Robson Fonseca; Funk Brasil: 5 visões do batidão de Cavi Borges, Luciano Vidigal, Marcelo Gularte, Rodrigo Felha, Julio Pecly, Paulo Silva e Christian Caselli; Baile para matar saudades, de Érica Giesbrecht; Convicto, de Sergio Gagliardi; Quando Querer é Poder_1 olhar de Ruth Slinger, de Ruth Slinger,  Histórias de Marabaixo, de Sendro Serpa e Bel Bechara; e Do Corpo à Caxirola, de Sophia Mídian.

A programação nacional conta ainda com 8 títulos na mostra Curta um Som. São eles: Nixpu pima – Rito de passagem Huni Kuin, de Pãteani Huni Kuin; Entre o traço e a luz, de Zeca Ferreira; Nelson dos Santos, de Paulo Silver e Albert Ferreira; O Trovador, o Cabra e os Mundos, de Marcia Paraiso;  Mestres Praianos do Carimbó de Maiandeua de Artur Arias Dutra; Filme em fúria, de Nana Maiolini; A Batalha de São Bráz, de Adrianna Oliveira; e De carona com a Fábrica de Animais, de Edson Kumasaka.

Na sessão Especial, o documentário Ariel – Sempre Pelas Ruas, de Marcelo Appezzato, que retrata um dos pioneiros do Movimento Punk no Brasil, Ariel Uliana Junior, vocalista da banda Invasores de Cérebros – formada por integrantes que vinham de outras formações pioneiras como Restos de Nada, Inocentes e M-19, encerra o Panorama Nacional.

Várias pré-estreias de longas-metragens no aguardado PANORAMA INTERNACIONAL. No total, são 20 títulos, dos quais 18 inéditos no Brasil.

Entre os destaques estão Zonda – Folclore argentino, do cineasta espanhol Carlos Saura, que retrata o folclore da Argentina através do encanto de sua música e de sua dança. Em The Blueblack Hussar, o diretor Jack Bond, mostra o retorno de Adam Ant – astro da cena post punk-new wave, que teve sua carreira interrompida por problemas mentais.

O aclamado diretor Julien Temple faz uma grande homenagem a Wilko, guitarrista banda Dr. Feelgood, em The ecstasy of Wilko Johnson, a quem considera a essência do rock and roll. A banda The Jam é retratada no documentário The Jam: about the young idea, de Bob Smeaton, desde a evolução do trio, a personalidade genial de Weller e por que o grupo não se reúne mais.

Desde do ano 2000, o consagrado violoncelista Yo-Yo Ma tem reunido músicos do mundo inteiro para trocar experiências e criar uma música universal que recolha o maior número de influências possível. O resultado está emThe Music of Strangers, Yo-Yo Ma And The Silk Road Ensemble, de Morgan Neville. Em They Will Have to Kill Us First: Malian Music in Exile, de Johanna Schwartz, músicos tentam sobreviver e chamar a atenção da comunidade internacional para a situação de Mali, que em 2012 foi dominada pelo Estado Islâmico, que proibiu a qualquer tipo de manifestação artística, incluindo a música.

Numa sessão especial em 3D, os fãs da música pesada serão transportados para o festival de heavy metal mais aclamado do mundo, em Wacken 3D. The Movie, de Norbert Heitker. Já em Everybody’s Cage, a diretoraSandra Trostel convidou o pianista luxemburguês Francesco Tristano para decifrar a obra Chances, de John Cage. E em  I am the blues, o diretor Daniel Cross, faz um passeio pelo Rio Mississipi para conhecer como está hoje o berço do blues.

Narrado por Fela Kuti (em gravação de 1982) e Neneh Cherry, Fonko, de Lamin Daniel Jadama, Lars Lovén e Göran Hugo Olsson, nos leva ao nascimento de uma nova África. Com voz idêntica ao do rei do rock, Jimmy Ellis, ou Orion, dublê de Elvis, ajudou a confundir e enganar muita gente. A história pode ser conferida em Orion: The Man Who Would Be King, de Jeanie Finlay. No doc My Buddah is Punk, de Andreas Hartmann, o jovem Kyaw Kyaw tenta desenvolver a cultura punk em Myanmar promovendo shows, debates e festivais, gritando contra a repressão e profetizando os fundamentos do movimento.

A história da banda X Japan, idolatrada em seu país e na ativa há mais de duas décadas com seu Heavy Metal melódico e seu visual extravagante, pode ser conferida no documentário We are X, de Stephen Kijak. Já emThe Jones Family Will Make a Way, o diretor Alan Berg mostra a saga do bispo Fred Jones e sua família, o caminho do sucesso. E o filme Theory of Obscurity: a film about The Residents, de Don Hardy Jr, retrata o anti-grupo The Residents, expoentes da música experimental.

Para completar o panorama internacional, os filmes Mavis!, de Jessica Edwards, sobre a cantora Mavis Staples – do Staple Singers – que é uma das vozes mais poderosas e emblemáticas da música negra norte-americana;15 Corners of the World, de Suzanna Solakiewicz, sobre o trabalho cientista polonês Eugeniusz Rudnik no lendário Estúdio Experimental de Rádio Polonês; Cool Cats, de Janus Køster-Rasmussen, que descreve o período em que os jazzmen Ben Webster e Dexter Gordon foram morar em Copenhague, Dinamarca entre os anos 60 e 70; e Esto es lo que hay, de Léa Rinaldi, sobre Los Aldeanos, grupo de hip-hop mais perigoso de Cuba.

O IN-EDIT Brasil traz ainda uma série de ATIVIDADES PARALELAS com shows das bandas Fábrica de AnimaisPin-Ups e Invasores de Cérebros; apresentação do músico Chico Saraiva; MasterClass com o homenageado Tony Palmer, Feira de Vinil e o seminário 3 X Documentário Musical, uma série de conversas com o jornalista especializado em música brasileira Marcus Preto, com realizadores de documentários musicais em três diferentes versões.

Uma realização da In Brasil Cultural, do Sesc, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, o festival conta com patrocínio master da Riachuelo, patrocínio da Petrobras, copatrocínio da Papaiz, da Spcine e da Prefeitura de SP. Parcerias de Mídia da Folha S.Paulo, Trip, Canal Brasil e Spotify. Patrocínios realizados através do ProAC ICMS.

Saiba mais acessando o site oficial do festival e fique por dentro da programação completa do In Edit Brasil – 2016.

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